| Nomenclatura na Dança do Ventre |
| Escrito por Mariana Lolato |
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Ao contrário do que ocorre no balé clássico, não existe uma nomenclatura para a Dança do Ventre, ou seja, seus passos não possuem nomes previamente estabelecidos.
A falta de uma nomenclatura nesta dança talvez se deva a vários fatores.
Um deles se refere ao fato de que mesmo que a origem da Dança do Ventre seja geralmente considerada anterior ao balé, este se tornou uma dança academizada bem antes da Dança Árabe.
Assim o balé, pouco tempo depois de ter surgido, passou a contar com escolas de dança, mestres de baile, escritos e estudos sobre, bem como criação de nomes aos seus passos e isso já em meados do século XV, nos salões dos nobres das cortes européias.
A Dança do Ventre, segundo a hipótese mais aceita, surgiu no Antigo Egito em rituais que celebravam divindades femininas, em uma época ainda anterior ao cristianismo. Porém ela se manteve em rituais, depois passou para manifestações culturais, manifestações nas ruas e se manteve por muito tempo na informalidade de realizações e aprendizagem, ou seja, ela demorou a ser estudada, ensinada e aprendida em escolas.
Este processo de estudos e aprofundamento desta dança passou a ocorrer só recentemente, principalmente se comparado ao processo pelo qual passou o balé clássico (desde o renascimento) e principalmente se comparado ao surgimento da Dança do Ventre (antes do advento do cristianismo).
Hoje, principalmente nos países ocidentais, entre eles Brasil, Espanha, Estados Unidos, Argentina, entre outros, há muitas escolas de Dança do Ventre, que são responsáveis pela sua transmissão formal, pelo seu ensinamento, ou seja, elas acabam contribuindo para a formalização do ensino, prática e reflexão da dança. E é justamente neste momento que se sente falta de nomes previamente estabelecidos para os seus passos.
A ausência de uma nomenclatura dificulta o aprendizado da dança, principalmente no momento do ensino dos movimentos às alunas, da elaboração e da transmissão de uma coreografia, ou seja, uma nomenclatura ajudaria no ensino, transmissão, registro e aprendizagem da dança.
Como não existem nomes pré-estabelecidos, o que acaba acontecendo é que cada professora de Dança do Ventre passa a atribuir nomes criados por elas aos movimentos, para facilitar sua assimilação. Assim, é importante que a aluna e mesmo a profissional desta dança saibam que os nomes podem variar de uma escola para outra e de uma professora para outra, sem que com isso, nenhuma esteja equivocada.
O que se pode concluir é que na ausência de uma única nomenclatura é importante, e necessário, que os nomes dos movimentos sejam criados por aquelas que trabalham com Dança do Ventre, para desta maneira facilitar a aprendizagem, a memorização e a transmissão da dança.
Vai aí um desafio para as profissionais da Dança do Ventre!
Mariana Lolato Publicado também em www.centraldancadoventre.com.br
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Comentários
Uma nomenclatura, pelo menos do básico, deveria ser formulada e divulgada junto ao código de ética.
Abçs,