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Conhecendo melhor a Dança do Ventre
Escrito por Mariana Lolato   

mariana_lolato_conhecendo_melhor_dvA história da dança do ventre no Brasil ainda é muito recente, datando aproximadamente de uns 30 ou 40 anos pra cá. Apesar disso, nosso país, assim como os Estados Unidos, é um dos países ocidentais com o maior número de praticantes no mundo.

 

 

Dentre as praticantes encontramos meninas, adolescentes, mulheres adultas e da chamada terceira idade, mulheres magras e gordas, de diferentes religiões e raças. Algumas têm a dança do ventre como um hobby, enquanto outras a escolheram como profissão.

 

Um dos aspectos fundamentais na dança do ventre é que a dançarina exprime com seu corpo o que a música diz com seus sons. Se a música está lenta, ela pede movimentos lentos, ou ondulatórios como chamamos, assim como requer uma expressão facial suave e delicada. Já quando a música está acelerada ou com batidas fortes de percussão, ela pede movimentos mais cadenciados, precisos e agressivos, exigindo também da bailarina uma expressão do rosto condizente com tal momento.

 

Ou seja, podemos dizer que a dança do ventre desperta o nosso lado suave, delicado, feminino, e também nosso lado forte e agressivo. Mas, tanto nos momentos lentos, como nos rápidos, a graciosidade é um fator que deve estar sempre presente na dança. Pois, além da técnica específica de execução de cada movimento, a dança do ventre possui – assim como toda dança – a característica expressiva, que é a interpretação, o charme e o estilo que cada uma põe ao dançar.

 

Os movimentos da dança do ventre são baseados no isolamento das partes do corpo, o que significa que quando a bailarina ou praticante está movimentando o quadril, seu tronco permanece imóvel, e vice-versa. Este tipo de trabalho corporal desenvolve uma série de aspectos no corpo como flexibilidade, tônus muscular, consciência corporal, melhoria da postura e da coordenação motora, entre outros.

 

Assim, podemos dizer que quem pratica a dança do ventre passa a conhecer melhor seu corpo, suas habilidades e limitações. Estas questões são percebidas a todo momento nas aulas quando se consegue fazer um movimento e quando se tem dificuldade na realização de outro.

 

Primeiro vamos aprendendo a técnica e nosso corpo precisa de um certo tempo para assimilar novos movimentos. Aos poucos vamos nos soltando, nos sentindo mais leves e livres, e então conseguimos sentir a música e nos entregar à emoção de dançar. É nesta hora que temos aquela sensação maravilhosa de sentir a beleza do movimento em nosso corpo.

 

Devagar vamos descobrindo a beleza de ser mulher e vamos sentindo o prazer de movimentar nossos corpos, o prazer de dançar.

Mariana Lolato

Publicado também em www.centraldancadoventre.com.br

 

 

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Comentários 

 
#1 mj sants 27-05-2011 13:01
:-x
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