| Expressividade na Dança do Ventre |
| Escrito por Mariana Lolato e Aida Bebeachibuli |
|
Quando você assiste uma apresentação de dança e não sente emoção, quando parece que a bailarina está tensa, preocupada, que não se entregou à dança...é porque falta expressividade.
Alguns chamam a Expressividade de dançar com a alma. O difícil é que não há como ensinar a dançar com a alma... O que se ensina é a técnica da dança, seus movimentos, a leitura da música, entre outros...
Então o que se nota é que muitas mulheres ao dançar estão muito sérias, tensas, preocupadas principalmente com a coreografia, em não errar. Mas dançar desta forma acaba tornando-se pior do que errar. Ou seja, há uma dificuldade em se entregar à dança, à música, ao momento.
Para evitar esta preocupação com o esquecimento da coreografia há que se ter a confiança de que após tantos treinos ela já está memorizada, e que não é necessário dançar preocupada com ela, pensando nela, com medo de cometer erros.
Depois de muito treino, os movimentos e a coreografia passam a ficar automáticos, e não é mais preciso pensar sobre eles.
Outro impedimento à manifestação da expressividade ao dançar é a vergonha que muitas mulheres sentem de si mesmas, ou melhor dizendo, de seu corpo. Não se sentem belas, porque procuram atingir um padrão de beleza que lhes foi imposto, padrão ao qual mulher alguma consegue de fato atingir.
Na hora de dançar a mulher precisa ser “sedutora”, não no sentido de seduzir sexualmente a plateia, mas no sentido de cativar o olhar para o que ela está fazendo.
Mas a mulher que tem vergonha de si mesma não consegue fazer isso, por mais bonita que seja. E o que se nota é que a maioria das mulheres hoje se sentem inadequadas, em função da supervalorização em nosso mundo da imagem e de um padrão de beleza cruel e inatingível.
Asssim, o que se vê hoje em dia, prinicpalmente no Brasil, é de um lado mulheres que se ressentem de seu próprio corpo e se envergonham dele, porque esperam que ele tenha o padrão imposto pela mídia. E de outro lado mulheres que exploram a sexualidade de seu corpo, caindo em uma vulgaridade. Ou seja, faltam mulheres que gostem de seus corpos e o valorizam como são, independente de estar enquadrados em parâmetros estabelecidos, mas que também não usam seus corpos para atrair a atenção ou se vulgarizar.
Conforme a mulher amadurece ela vai se descobrindo, e expressando mais a beleza que vem de dentro, ao invés de se preocupar com a aparência e com as exigências da aparência. Consegue enxergar e explorar sua própria beleza sem se vulgarizar, e sem se enquadrar em modelos estabelecidos. Descobre que é bela como é e não como deveria ser. Isto lhe confere mais auto-estima e consequente liberdade e felicidade.
Espera-se que a Dança do Ventre possa ajudar a mulher justamente a gostar mais de si mesma, a descobrir o amor próprio, a beleza de seu corpo e de sua movimentação. A se entregar à dança, à música, enfim a DANÇAR COM A ALMA.
Mariana Lolato Publicado também em www.centraldancadoventre.com.br
Artigos Relacionados: Conhecendo melhor a Dança do Ventre (553 Acessos) Nomenclatura na Dança do Ventre (681 Acessos) A Dança do Ventre como Dança Artística (662 Acessos) |



